Posted by: unitrapped | 25/04/2010

MADRUGADA: Olhai os Cravos Entre Nós

“Diz o provérbio Malinké:

um homem pode enganar-se em sua parte de alimento

mas não pode

enganar-se na sua parte da palavra”.*


Também por isso este apoucamento nas sentenças, parcimónia militante em prole de um lirismo outro, musical e musicado.

Abrimos nesta madrugada porém desonrosa excepção, que mais vale a um homem engasgar-se na palavra do que, esganada, esconder o coração. Em nome dessa náusea passada e talvez actual, erguemos humilde hoje esta voz, e sem querer acrescentar nada, “pois é preciso saber que a palavra é sagrada/ Que de longe muito longe um povo a trouxe/ E nela pôs sua alma confiada”…

“25 de Abril (1974)

ESTA É A MADRUGADA QUE EU ESPERAVA

O DIA INICIAL INTEIRO E LIMPO

ONDE EMERGIMOS DA NOITE E DO SILÊNCIO

E LIVRES HABITAMOS A SUBSTÂNCIA DO TEMPO“.*


* Sophia de Mello Breyner Andresen, O Nome das Coisas.

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